Sabe o que são problemas gástricos ligeiros?

Beja Santos: Ninguém ignora o que quer dizer má digestão ou digestões difíceis, azia, sensação de enfartamento. Negligenciar estas manifestações persistentes pode resultar que sejam detetadas tardiamente doenças graves que, se o fossem mais cedo, poderiam mesmo ser tratadas com facilidade.

Há queixas digestivas ocasionais associadas a excessos alimentares, aqui é recomendado o recurso à indicação do seu farmacêutico. Porque os males digestivos são de diferente natureza e manifestam-se por dores, náuseas, vómitos, azia e arrotos. Mas, como podem ser de diferente natureza, a escolha do medicamento requer sempre atendimento personalizado. Há sinais e sintomas que requerem uma consulta médica urgente, como é o caso de dificuldades de deglutição, vómitos com sangue vivo, quando há perda de peso significativa e não intencional e dores persistentes. No caso das indisposições gástricas ligeiras, não nos devemos esquecer que elas têm uma coisa em comum: exigem uma revisão dos nossos hábitos alimentares e dos nossos estilos de vida.

As indisposições gástricas ligeiras dão por vários nomes: dispepsia (indigestão), que tem várias causas: fatores alimentares (refeições muito rápidas, abundantes e com elevado teor de gordura); estilos de vida insalubres (tabagismo, ingestão elevada de álcool, muito stress); causa desconhecida (será o caso da dispepsia funcional, que é uma perturbação do funcionamento digestivo); úlcera péptica que até pode resultar da toma de alguns medicamentos ou de uma infeção provocada por uma bactéria. A azia (ou pirose) resulta de um excesso de acidez no estômago, podendo ocorrer subida de conteúdo gástrico para o esófago (refluxo gastroesofágico). Se este refluxo for frequente, é obrigatório a consulta médica.

Nas perturbações gástricas ligeiras pode encontrar-se alívio com antiácidos. Na presença de gases que provoquem arrotos, há vantagem em que o antiácido seja acompanhado de um antiflatulento. O seu farmacêutico far-lhe-á perguntas sobre os seus estilos de vida, a medicação que toma, doenças anteriores. No caso de lhe sugerir antiácidos haverá questões pertinentes a ponderar. Primeiro, a utilização de antiácidos pode mascarar sintomas de perturbações mais ou menos graves, pelo que é de extrema importância que haja uma avaliação prévia por um profissional de saúde antes de os tomar. Segundo, a composição dos diferentes antiácidos é muito variável e com ela variam igualmente os efeitos secundários. Por exemplo, os antiácidos à base de alumínio ou de cálcio podem provocar prisão de ventre, enquanto os que têm magnésio podem dar origem a diarreias. É de notar que um insuficiente renal não pode tomar antiácidos com magnésio. Há antiácidos com grande conteúdo em sódio que não podem ser tomados por hipertensos, diabéticos, insuficientes renais e doentes cardíacos, entre outros. Terceiro, os antiácidos podem influir noutros tratamentos, um exemplo: a diminuição da absorção de muitos medicamentos pela ação do antiácido no estômago traduz-se numa diminuição no efeito da terapêutica que o doente está a fazer (caso dos antibióticos). Em suma, é de toda a pertinência dialogar com o farmacêutico para avaliar de forma personalizada o que dispensar ou de ele encaminhar, perante o seu quadro, diretamente para o médico.

O mais precioso espião da Guerra Fria

Um livro arrebatador, uma história real de espionagem que é uma obra-prima

Beja Santos: “O Espião e o Traidor”, por Bem Macintyre, Publicações D. Quixote, 2019, possui todos os ingredientes para cativar os amantes da literatura da espionagem. É uma investigação primorosa, mas pode muito bem acontecer que venha a ser encarada em poucas gerações como um livro que rivaliza com o melhor que John Le Carré escreveu, no território do romanesco. Em 18 de maio de 1985, um bem-sucedido coronel da KGB, colocado no topo da espionagem em Londres, é chamado a Moscovo, vem inquieto, na aparência ele é um servidor incondicional da espionagem soviética, mas há muito que é o mais importante fornecedor de informações para os Serviços Secretos britânicos. Assim começa este trabalho de reportagem, de leitura compulsiva. Oleg Antonyevich Gordievsky tinha familiares no KGB, o pai e mais tarde o seu irmão. O autor dá-nos um retrato do meio familiar, condimenta o estado de hesitação do futuro coronel que será promovido a chefe da estação do KGB em Londres, as suas dúvidas de que o comunismo fosse a doutrina mais perfeita e justa que imaginar se pudesse. Irá debutar em Copenhaga, o espião entrara em estado de choque com a invasão da Checoslováquia, fizera amizade em tempo de estudo com um checo que dava sinais de dissidência. E é neste ambiente da capital dinamarquesa que os britânicos descobrem alguém que não quer dinheiro para prestar informações, o MI6, cauteloso, vai preparando este agente duplo. Os Serviços de Informação dinamarqueses procedem discretamente. É-nos igualmente dado o retrato de como aquele homem denunciava um regime totalitário vivendo em simultâneo num engano emocional, mentindo aos colegas, à família, ao melhor amigo, à mulher e à amante. É a vez de sermos envolvidos no ambiente da Century House, a sede do MI6, e as instalações mais secretas de toda a cidade de Londres. Será aqui que será urdido um espantoso plano de fuga com o nome de código Pimlico. Espantoso ao ponto de todos duvidarem do seu bom resultado, retirar de Moscovo, em caso de força-maior, um coronel do KGB, na eventualidade de ter caído em desgraça no aparelho dos Serviços Secretos Soviéticos. De relance, somos levados a conhecer os meandros da espionagem escandinava, quem é quem nesses países nórdicos. Oleg irá regressar a Moscovo, será um período de silêncio, ele tudo fará para se tornar perito em questões britânicas e um dia será escolhido como agente em Londres. Mas é igualmente importante dar ao leitor um quadro da URSS na era pós Brejnev. Iremos conhecer as obsessões do presidente da KGB, Yuri Andropov, futuro dirigente supremo dos soviéticos. O KGB recebeu diretiva de acolher todos os elementos possíveis para se apurar se os Estados Unidos estavam a planear lançar um ataque nuclear na URSS, uma história mirabolante que acabou no cesto dos papéis. Em Londres, o MI6 retoma os seus contatos com Oleg, a toupeira soviética presta tantas e tais informações que Margaret Thatcher lhe pede elementos acerca da realidade soviética e dos seus dirigentes. Entrara-se numa nova fase de tensões da Guerra Fria, a Europa era palco de mísseis espalhados em vários pontos, havia o espetro de um cataclismo sem precedentes. Entramos na vida familiar de Oleg, o seu novo casamento, o agente duplo sente-se feliz com a nova família. Os britânicos querem saber mais sobre uma brilhante estrela em ascensão no firmamento comunista, Mikhail Gorbachev, Margaret Thatcher pede informações.

É nisto que um agente da CIA faz investigações por conta própria acerca da toupeira soviética, Moscovo começa a receber informações que um agente altamente colocado passa relevantes segredos de Estado para o bloco ocidental. Não há certezas, os chefes do KGB vão fazer o jogo do gato e do rato, Oleg resiste, aperta-se a vigilância, é então que os Serviços Secretos na embaixada britânica em Moscovo, alertados pela mensagem urgente de Oleg, põe em prática a inacreditável operação Pimlico, lê-se todas as etapas desta operação com os bofes de fora, como os britânicos, a pretexto de uma ida urgente a um médico em Helsínquia se metem à estrada bem comboiados pelo KGB e Oleg entra em fuga, faz viagens de comboio até se encontrar com os britânicos graças ao mais espantoso e audacioso golpe de sorte, que até mete fraldas…

Aqui se interrompe o registo desta emocionante avalanche de acontecimentos para assegurar ao leitor que o epílogo não é menos emocionante, a ressaca desta exfiltração que irá abanar pelos alicerces os Serviços Secretos soviéticos e assegurar um caudal de revelações que garantirão a Thatcher e a Reagan negociações favoráveis para o Ocidente. Iremos saber tudo o que irá acontecer a estes espiões. Em 2007, Oleg Gordievsky foi nomeado companheiro da Ordem de São Miguel e São Jorge por “serviços prestados à segurança do Reino Unido”. E “Em julho de 2015, no trigésimo aniversário da sua fuga, todos os envolvidos na gestão do caso e na sua exfiltração reuniram-se para celebrar o espião russo de 76 anos. A mala de napa com que ele fugiu para a Finlândia está agora no museu do MI6. Na celebração do aniversário ofereceram-lhe, como recordação, uma nova mala de viagem. Continha o seguinte: um chocolate Mars, um saco de plástico do Harrods, um mapa da Rússia Ocidental, comprimidos para o alívio da preocupação, irritabilidade, insónias e stress, repelente de insetos, duas garrafas de cerveja e cassetes de música. Os últimos artigos na mala eram um pacote de batatas fritas com sabor de queijo e cebola e uma fralda de bebé”.

Não é incomum dizer-se que a realidade supera a ficção. Esta história extraordinária de um homem colocado no topo dos Serviços Secretos que deixou de acreditar no comunismo e procura a sua implosão denunciando aos contendores segredos ao mais alto nível, o que contribuiu decisivamente para ajudar a mudar a História, é contada de forma tão palpitante que o leitor só larga a narrativa nas últimas páginas, dececionado por não haver mais e talvez intrigado se tudo quanto leu não é mesmo o mais fascinante thriller de todos os tempos. É também assim que a realidade pode triunfar sobre a mais galvanizante imaginação dos romancistas, contando a verdade com o mesmíssimo prodígio dos literatos. Leitura imperdível.

Um olhar audacioso, perspicaz, sobre os fundamentos da identidade europeia

Beja Santos: Chama-se “Breve História da Europa”, por John Hirst, professor universitário australiano, Publicações Dom Quixote, 2019. Interroga por onde passa a singularidade europeia, o que torna a civilização europeia ímpar e como se impôs ao resto do mundo. É um livro didático, provocador, otimista. Começa logo por dizer que a nossa civilização se fundou na cultura da Grécia e Roma antigas, no Cristianismo (que é um fruto heterodoxo da religião dos judeus) e na cultura dos guerreiros germanos que invadiram o Império Romano. Portanto é uma civilização que nasceu de uma improvável mistura de ensinamentos clássicos, Cristianismo e germanismo. E explica-nos igualmente a herança destes pais fundadores, a filosofia, o berço da democracia, no caso da Grécia; a arquitetura, a simbiose e reelaboração da cultura grega, o direito, o espírito de aculturação, daí a receção do Cristianismo; e um germanismo que começou pelos Francos e que se estende das ligações entre o poder imperial do chamado Sacro-Império com a Igreja, até à Reforma e ao Renascimento; o Renascimento abre novas linhas de rumo, rompeu com o mundo medieval, confrontou-se com a Reforma, abriu espaço à revolução científica, aos ensinamentos de Da Vinci, Galileu, Kepler, Giordano Bruno, Newton, entre outros.

Com o Iluminismo, nasce uma nova ideia, o progresso. “As ideias do Iluminismo tiveram a sua primeira prova de fogo na Revolução Francesa, em finais do século XVIII. A Revolução Francesa não trouxe uma nova era de Iluminismo, trouxe, sim, um banho de sangue, a tirania e a ditadura. Mas antes de tal acontecer, largou amarras o movimento romântico. O Romantismo acreditava nos sentimentos, nas emoções, na totalidade das paixões. Foi um movimento à escala da Europa, mas mais pujante na Alemanha. Os alemães defendiam que não se pode falar do Homem e da sociedade em abstrato, porque os homens diferem consoante o país. Somos modelados, diziam os românticos, pela nossa língua, pela nossa história. A razão universal, defendida pelos intelectuais de salão franceses, não era aceite pelos alemães. Os românticos alemães queriam saber como eram os guerreiros germânicos antes de se misturarem com a civilização, Roma e a cristandade. A mensagem desta conceção do Romantismo era que a civilização é artificial, é no âmbito da cultura popular que a vida é plenamente vivida. Este ponto de vista está muito enraizado desde então na sociedade ocidental, e teve manifestações exuberantes durante a década de 1960”.

As nações europeias formaram-se a partir de múltiplas invasões e conquistas, o papel do Império Romano foi predominante, como igualmente as invasões germânicas, o império de Carlos Magno, o reino dos Francos; a invasão islâmica alterou em profundidade a vida medieval e europeia, pois o avanço muçulmano conquistou terreno no Império Romano do Oriente e todo o Norte de África, chega à Península Ibérica, só uma pequena região na Cantábria lhes vai resistir, daí partirá a Reconquista. Diga-se em abono da verdade que a administração muçulmana nesta península tornou-se a parte mais civilizada da Europa, convém não esquecer que os árabes trouxeram a cultura greco-romana para Espanha, toleraram outras religiões. Do Norte da Europa vieram os últimos invasores, os Vikings. O fundamental é que a cultura de matriz cristã resistiu, a despeito das colónias vikings, dos normandos conquistadores, a partir do século X as incursões na Europa pararam, o continente, imbuído pela cristandade, reagiu através das Cruzadas. E a Europa não deixa de entrar em sobressalto com a queda de Constantinopla, virão novas ameaças que contingentarão a vida do Leste europeu.

John Hirst passa em revista as formas de governo desde o período greco-romano, não esquece o que se passou em Inglaterra com a Magna Carta e depois a Revolução Francesa, a porta aberta para as revoluções liberais. Mas a História da Europa também se fez com imperadores e Papas, com línguas universais e nacionais. No Império Romano as duas línguas universais eram o latim e o grego. Depois predominaram vários grupos linguísticos. Logo as românicas, depois as germânicas e depois as eslavas, isto já não falando dos países solitários cuja língua não está relacionada com nenhuma outra, caso dos albaneses, dos húngaros e dos finlandeses. Formaram-se países plurilinguísticos, caso da Bélgica e da Suíça. Hoje tende-se a esquecer o papel do latim que teve uma importância primordial na cultura de caráter europeu: fez emergir a literatura em língua vernacular, o Renascimento restaurou o latim, os nobres e senhores eram educados em latim e muitas vezes em grego, o latim era a língua comum dos intelectuais e dos religiosos.

O historiador lembra-nos o povo comum, a gente que trabalha a terra, que se revoltou contra as classes superiores e abriu portas às revoluções. Não se pode entender a democracia em Inglaterra sem estudar os métodos agrícolas, como, mais tarde, não se pode entender a pujança da industrialização sem a fuga dos campos, o emparcelamento que levou tantos camponeses para as minas e as fábricas. Atenção, no caso inglês, houve sincronia entre a Revolução Industrial e a Revolução Agrícola. “Em vez de algodão e lã, fiados e tecidos nos casebres dos trabalhadores agrícolas, a atividade foi transferida para fábricas onde novos eventos, movidos primeiro por noras e depois por motores a vapor, realizavam trabalho”. Outra singularidade inglesa: a Revolução Industrial foi proporcionada pelo facto de o país ter um parlamento que controlava a governação. Com a industrialização, a turbina do desenvolvimento tornou-se imparável, criou um novo quadro político, novos sistemas económicos e financeiros, um mercado competitivo, a febre tecnológica aguçada pela globalização e a digitalização. E John Hirst pergunta o que é que a Europa tem na sua identidade que a torna modelo para os outros continentes: foi a primeira a industrializar-se, continua a ser o continente que depois de se ter tornado palco de duas guerras mundiais monstruosas, reencontrou coesão e diálogo. Gere lentamente as suas lacunas demográficas, absorvendo populações de outros continentes. É uma civilização com origens diversas onde pontifica o Iluminismo que tornou o continente empenhado nos “valores universais dos direitos humanos invioláveis e inalienáveis da pessoa humana”. Mesmo as ameaças nacionalistas não conseguem demover o sonho de forjar um destino comum. Leitura imperdível.

Medicina anti-idade: não esqueça que o “rejuvenescimento” tem limites naturais

Beja Santos: Vivemos cada vez mais tempo, procuramos viver com saúde e retardar o envelhecimento. Importa não esquecer que vai uma grande diferença entre envelhecimento e velhice. O envelhecimento é um processo biológico, envolve os aspetos somáticos, psíquicos, enquadra-se na demografia, na economia e na política; a velhice é uma construção histórica e cultural, quer isto dizer, depende das representações que lhe consagramos, positivas ou negativas. Acontece que agora há um ramo da medicina que trata o processo do envelhecimento como uma doença, gerou-se uma forte crença social de que é preciso lutar contra o envelhecimento não só com estilos de vida saudáveis, não só com cosméticos ou até através da dermonutrição, a medicina anti-idade propõe-se combinar todos os saberes sobre a nutrição e as técnicas da medicina estética para reduzir os sinais do envelhecimento, tanto no plano físico, psíquico e estético. Define-se como uma medicina de prevenção, encoraja as pessoas a preocupar-se o mais cedo possível com a sua saúde, uma vigilância que deve começar muito cedo, propõe que se faça com regularidade um balanço biológico completo, rastreios e, claro está, estilos de vida saudáveis. Há imensas críticas de contestação a esta medicina anti-idade. Porém, os críticos mais severos não deixam de chamar a atenção para um aspeto positivo que é a ótica do bem-estar que ela valoriza. A geriatria e a gerontologia recordam que o processo de envelhecimento é irreversível e que envelhecer não é uma patologia, há que saber enfrentar os preconceitos e estereótipos sociais da velhice. E a visão da medicina anti-idade é forçosamente redutora, para que todos nós envelhecêssemos bem era preciso que estivessem em convergência políticas ao nível da educação, do emprego, da habitação, o que não acontece. Fica pois no terreno o recurso a outros ingredientes: a cosmética, o culto do corpo, o sonho de uma alimentação que vitaliza permanentemente, os cuidados com a hidratação da pele. Quando chegamos aos cremes, cai-se na real. Os cremes anti-idade são de eficácia duvidosa. Das várias substâncias utilizadas nestes cremes, a única com efeitos devidamente comprovados é a vitamina A, ou ácido retinóico, que atua sobre as rugas de superfície, as manchas do envelhecimento e a pele áspera. Ora os produtos de que dispomos à base deste ácido são medicamentos. Quanto aos cremes antirrugas, é verdade que atenuam as rídulas, mas não eliminam coisa nenhuma, são cremes que dão conforto, luminosidade, tonificam e hidratam a pele, o que já não é nada mau. Quem quiser ir mais longe, terá que se socorrer da cirurgia estética, usando métodos como a abrasão, mas sob estrito controlo médico.

Diga-se em abono da verdade que os cremes hoje no mercado são bastante mais eficazes dos que existiam há 30 ou 40 anos atrás. Mas ainda não foram descobertos os tratamentos para retardar duradouramente os mecanismos do envelhecimento. Moral da história: para envelhecer melhor pense positivo, acalente sonhos, cuide de si e dos outros, coma variadamente e de tudo com conta, peso e medida, use cremes que lhe deem conforto e lhe tonifiquem a pele, recuse o tabaco, mexa-se. Como escreveu o grande romancista Gabriel García Márquez, a idade não é a que temos mas a que sentimos.